Home Data de criação : 07/11/16 Última atualização : 10/01/26 19:07 / 45 Artigos publicados
 

Ana  escrito em terça 26 janeiro 2010 19:07

 

Eu pensei que para te achar
Fosse preciso uma vida,
Imaginei que pra te olhar
Perderia tudo.

Eu pensei que o teu encanto
Era somente minha ilusão,
Achar que só gostar
Não era preciso.

Te prometi
A terra, o mar, o mundo,
Entreguei meu coração,
Meu CPF, minhas gravatas.

Disse adeus à solidão
E rumei pra Terra do Nunca.
Enganei minha tristeza
E me perdi em suas palavras.

Sua timidez me deu coragem,
Seu belo sorriso me deu esperança,
O seu olhar, me trouxe alegria
E a sua voz, espantou minha insônia.

Foi precisa como a Lua
Mesmo na dúvida e eu na dívida.
Sempre vem a me acrescentar algo
Com sua beleza.

Às vezes, duvida de minha sinceridade
Mas acredita em meus versos,
Mesmo aversa a minhas tolices
Põe fim a minha loucura.

Será que preciso conhecer para amar?
Ou é preciso amar, para conhecer?
Mas acredito, acima de tudo
Em você...

Não foi preciso me encontrar
Para que soubesse o que penso,
Nem tanto, dizer que me adora
Para retribuir minhas graças.

Era preciso, ao menos que existisse
E que assim que eu soubesse.
Os anjos tocarem suas harpas
Para ununciar minha felicidade.

J A Ramos

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Confissão de um tolo  escrito em terça 26 janeiro 2010 18:30

Confissão de um tolo


Fiz assim, premeditando os acontecimentos do final dos meus dias.

Utilizei os maiores artifícios, solicitei a vaidade, a dúvida, a inveja e a intenção, desfiz de todos os caminhos e enganei até a morte.


Perdi um amor, ou vários, assim como se perdem brinquedos e moedas pelos caminhos da vida, chorei e sorri em um único suspiro, senti falta de mim, e o mais importante, senti saudades do que nunca vivi, utilizei o benefício da dúvida, pra me esconder por detrás das sombras, o sorriso pra não mostrar a realidade e a sinceridade para que obtivesse a confiança.


Já fui racional e emotivo, transparente e obscuro, como também já desfrutei da covardia e da ignorância. Perdi minutos, horas, dias e meses, anos da minha vida, perdi a paciência, a destreza, a nostalgia. Perdi meu rosto na multidão, meus passos na água e minhas idéias ao vento.

 

Fui palhaço para usurpar sorrisos, músico para obter aplausos, professor para obter atenção e poeta para roubar corações, estes que não me pertenciam, dos quais os donos nunca os quiseram de volta quando arrependi de meus delitos.


Contudo, a ordem natural das coisas se restabelece, assim como o universo reequilibra o caos. Finda-se minha confissão, peço que me condene, por todos esses crimes contra alma. Peço que me julgues e execute tua sentença, pois creio que estes meus pecados são graves e acima de tudo o pecado da minha prepotência em subjugar a sua humanidade.

J A Ramos

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ALIMENTAR O AMOR  (POESIA) escrito em quinta 11 setembro 2008 21:15

  

Chegaste, vinhas triste e cansado

Tinhas no rosto as marcas da saudade.

E eu também triste e cansado,

A te aguardar, morto de ansiedade.

 

 

Trazias nas mãos a energia,

E nos seus olhos tamanho brilho.

Que somente eu não percebia,

A força que emana de um filho.

 

 

                                                 Ficaste esse tempo comigo,

                                                 Tentaste dar-me amor e alegria.

                                                 Mas eu alheio e meu inimigo,

                                                 Não soube aproveitar o abrigo.

 

 

Hoje imploro e me humilho,

Pois já sinto a saudade e o castigo.

Peço perdão por não estar contigo,

Amo-te muito, você é meu filho.

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A DIFÍCIL CIDADANIA  (POESIA) escrito em quinta 11 setembro 2008 21:15

                            Aos amigos e amigas eleitores em todos os municípios do nosso Brasil, que têm a responsabilidade de lescolher o seu destino e dos seus conterrâneos no próximo mes de outubro.

 

 

 

Pelo meu erro, sofre toda uma nação.

Eu coloquei na urna minha esperança,

Eu gritei e cantei o seu nome em refrão,

Mas ao ganhar, ele traiu-me a confiança.

 

 

 

Passaram-se os anos sem razão,

Eu fui às ruas, juntei-me a liderança,

Até que o tirano deixou o nosso chão.

E senti chegada a hora da mudança.

 

 

 

Novamente às urnas, como todo cidadão,

Errei novamente, não houve mudança,

E notei que meus votos foram em vão.

 

 

 

E hoje, um novo ano, um novo verão,

Um novo líder renova-me a esperança,

Espero sim, não ter errado nessa eleição.

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ENFERMEIRA  (POESIA) escrito em quinta 11 setembro 2008 21:08

                  Minha homenagens aos anjos que travestidos de brancocarregam toda a responsabilidade de salvar e manter vidas.

 

 

 

Tu que dedicas toda a vida ao doente,

Emprestando seu amor e dedicação.

A você qu’é branca de corpo e mente,

Agradecemos por toda esta dedicação.

 

 

 

Esquece seus problemas e o que sente,

Para tratar do enfermo com uma mão.

Outra mão faz de uma lágrima ausente,

Pétalas de rosa nas ondas da arribação.

 

 

 

Não esmorece diante do que é dolente,

Nunca se esquece da hora da medicação,

E está sempre entre todos como parente.

 

 

 

Embora o verso não seja tão comovente,

Fui à musa de branco buscar inspiração.

Parabéns enfermeira! Tu és amor latente.

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