TRANSPORTES DE TRAÇÃO ANIMAL
A partir da segunda década do século XVIII, a cada ano subiam do Rio Grande do Sul dezenas de milhares de mulas, as quais constituíam a principal fonte de renda da região. Esses animais se concentravam na região de São Paulo onde, em grandes feiras, eram distribuídos aos compradores que provinham de diferentes regiões.
Fonte: (FURTADO, 1979).
Em 1733, passa a primeira tropa de mulas por São Paulo em direção às Minas Gerais. A partir desta data, este é um movimento incessante até aproximadamente 1875, quando as estradas de ferro finalmente suprimem o transporte por mulas nesta região do Brasil.
Segundo Sérgio Buarque de Holanda, houve em 1754 uma tropa que pode ser considerada a maior já registrada: 3780 mulas fizeram o percurso do Rio Grande do Sul às Minas Gerais.
Nessa época é importante observar o rápido crescimento das compras de produtos supérfluos, a medida que aumentava a quantidade de ouro e diamantes provenientes das minas de São Paulo e Minas Gerais. Passaram a chegar à região produtos das mais variadas origens, desde louças e tapeçarias da China e da Índia, até veludos, vinhos e queijos da Europa.
Tal trabalho passou a ser um empreendimento de lucros altíssimos, muitas vezes maiores do que os dos próprios mineradores visto que estes dependiam dos tropeiros.
A figura do tropeiro desapareceu com as estradas de ferro, mas o meio de transporte permaneceu. Nas cidades e vilas criadas muitas delas em função do próprio tropeiro, o animal, mula, burro e cavalo arreado ou atrelado em carroças eram a única forma de transporte.















