Numa tarde de um Domingo qualquer,
O vento gelado que o inverno prenunciava,
Busquei no silêncio, o passado revolver,
As recordações que à minha mente faltava..
E como as folhas do mal-me-quer,
Procurei uma a uma o que buscava,
E sem encontrar nenhuma sequer,
A explicar porque a solidão me afetava.
E no mais doce, no melhor momento,
Exalando ainda um suspiro de ternura,
Acordo e acho-te, só no pensamento.
Que destino cruel, que sorte escura,
A que serve a razão neste momento,
Se só dura em sonhos essa ventura.